O governo de Israel anunciou recentemente que os restos mortais de Idan Shtivi, um refém luso-israelita, foram identificados e recuperados de Gaza. Idan, de 28 anos, foi sequestrado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. O governo português expressou condolências à família de Shtivi.
“Uma operação especial (…) na Faixa de Gaza permitiu o repatriamento do corpo do falecido Idan Shtivi”, declarou o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram através de uma publicação na rede social X que “o corpo de Idan Shtivi, que foi mantido refém durante 693 dias em Gaza, foi recuperado numa operação conjunta das IDF e da Autoridade de Segurança Interna (ISA), juntamente com o corpo de Ilan Weiss”.
As autoridades israelitas destacaram que Shtivi “foi assassinado e sequestrado por terroristas do Hamas na área de Tel Gama, no sul de Israel”.
“Antes da sua morte, agiu heroicamente para ajudar a retirar e a salvar muitas outras pessoas que participavam no festival de música Nova, em 7 de outubro de 2023. Que a sua memória seja uma bênção”, sublinharam.
Body of Deceased Hostage Idan Shtivi Recovered
The body of Idan Shtivi, who was held hostage for 693 days in Gaza, was recovered in a joint IDF and ISA operation, alongside the body of Ilan Weiss.
Idan, 28, was murdered and kidnapped by Hamas terrorists from the Tel Gama area… pic.twitter.com/N2DWq7Xl9J
— Israel Defense Forces (@IDF) August 30, 2025
Na sexta-feira, o exército israelita já tinha anunciado o repatriamento dos restos mortais de dois reféns, um dos quais identificado como Ilan Weiss, de 56 anos, morto durante o ataque ao ‘kibutz’ Be’eri.
Israel informou que Idan Shtivi morreu em 2023, dia do festival, mas a morte foi confirmada somente em outubro de 2024. Na época, o Ministério dos Negócios Estrangeiros expressou tristeza pela morte do refém com nacionalidade portuguesa.
“Expressamos profunda consternação pela morte, hoje confirmada, do nosso concidadão Idan Shtivi, um dos muitos reféns do Hamas, e enviamos sentidas condolências à sua família”, indicou a diplomacia portuguesa.
Idan Shtivi era um fotógrafo amador de 28 anos e estudante de sustentabilidade, segundo o gabinete de Netanyahu.
Em maio passado, Eli Shtivi, pai de Idan, esteve em Portugal afirmando: “Estou aqui porque quero dizer às pessoas de Portugal que têm um cidadão preso em Gaza”.

Familiares de três reféns israelitas pediram em Lisboa aos governos português e europeus para exigirem a libertação imediata dos seus filhos e irmãos, sublinhando que um possui cidadania portuguesa e os outros têm origem europeia.
No X, o embaixador de Israel em Portugal, Oren Rozenblat, também confirmou que o corpo de Idan Shtivi foi recuperado por Israel “numa complexa operação militar”.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal prestou homenagem a Idan Shtivi através da mesma plataforma. “O Governo presta sentida homenagem ao cidadão luso-israelita Idan Shtivi, feito refém pelo grupo terrorista Hamas nos terríveis ataques de 7 de Outubro, cujo corpo foi agora recuperado. Apresenta condolências à família e ao povo de Israel, solidarizando-se com o seu sofrimento”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros “solidarizou-se” com a família de Idan Shtivi, cujo corpo será enviado para Israel, como anunciado hoje.
Israel prossegue com uma ofensiva militar na Faixa de Gaza após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou em cerca de 1.200 mortos e 250 reféns, permanecendo 48 em Gaza.
Israel estima que 20 dessas 48 pessoas raptadas possam ainda estar vivas.
A última recuperação de reféns foi em 21 de junho, quando foram encontrados três israelitas mortos em 7 de outubro e levados para Gaza.
O Ministério da Saúde em Gaza informou que o balanço de mortos da ofensiva chega a aproximadamente 63.400, com 330 mortes por fome, sendo 124 crianças, devido às restrições israelitas à ajuda humanitária.
O exército israelita declarou a Cidade de Gaza como uma “zona de combate perigosa” ao se preparar para ocupá-la.
Segundo a ONU, cerca de um milhão de palestinianos estão na Cidade de Gaza. Milhares já fugiram da cidade.
[Notícia atualizada às 10h48]